Lemos, Larissa Kely dos SantosHide, Eurides Simões Soares (Orient.)2026-02-102026-02-102025-12-11https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5837enlutados. Partindo da premissa de que a morte, embora universal, é um fenômeno carregado de significados simbólicos, sociais e emocionais, a pesquisa adotou uma abordagem metodológica mista (quantitativa e qualitativa) de corte transversal, configurando-se como uma pesquisa de opinião pública. Os dados foram coletados por meio de um questionário online aplicado a 100 participantes, utilizando amostragem não probabilística bola de neve. Os resultados quantitativos, analisados por estatística descritiva, e os qualitativos, submetidos à Análise de Conteúdo Temática de Bardin, revelaram que a função psicológica do ritual é percebida como a principal (37,5%), seguida pela função social (35,6%). A maioria dos participantes considera os rituais importantes ou muito importantes para a superação da perda (93%), e a ausência deles é majoritariamente associada à dificuldade de aceitação da perda (45,6%) e a um luto inacabado (42,6%). A família se destacou como a principal fonte de apoio emocional (40,5%). As narrativas qualitativas evidenciaram que os rituais atuam como um marco simbólico crucial para a concretização da perda, o fechamento de ciclo e o oferecimento de apoio social . Conclui-se que os rituais fúnebres permanecem como instituições sociais fundamentais para a elaboração saudável do luto, atuando como uma ponte vital entre a dor individual e o amparo coletivo, mesmo em um contexto de ressignificações e tensões, como a psicologização e a mercantilização da morte.ptLutoRitual fúnebreMorte.Saúde mentalMemória, ritual e cura: o papel dos ritos fúnebres na elaboração da perdaTrabalho de Conclusão de Curso