Presença de parasitos em maçanetas de portas de banheiros em duas instituições de ensino superior de Salvador- Bahia
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Católica do Salvador
As parasitoses intestinais constituem um grave problema de Saúde Pública e contribuem para problemas sociais, médicos, econômicos, sobretudo nos países subdesenvolvidos, sendo assim de grande importância para o mundo. As doenças parasitárias são responsáveis pela mortalidade resultante e pela freqüência com que produzem déficit orgânico, constituindo um dos principais fatores debilitantes da população, o que compromete intensamente o desenvolvimento físico e
intelectual (PEDRAZZANI et al., 1989). Em 1993, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), de cada 4 habitantes do planeta um está parasitado por, pelo menos, um tipo de parasita intestinal. De um modo geral, existe
um elevado número de indivíduos portadores de parasitoses, mesmo nas cidades que apresentam um melhor padrão sócio-econômico, cultural e com saneamento básico considerado satisfatório. A maioria das infecções parasitárias é adquirida através da transmissão fecal-oral causada pela ingestão de água e alimentos contaminados, além de contato direto das mãos e objetos contaminados por ovos, cistos ou larvas dos parasitas em decorrência de inadequada infra-estrutura
do saneamento (MARTINS & SANTOS, 2000) e hábitos higiênicos. Desta maneira, de forma desapercebida, nos mais variados objetos como mamadeiras, chupetas, escovas de dente, alimentos, dinheiro, nas maçanetas das portas dos banheiros coletivos e elementos dos sanitários entre outros, pode ocorrer a transmissão de parasitoses intestinais. É fácil associar esta forma possível de transmissão quando se pensa em locais de baixas condições higiênicas como banheiros públicos ou entre pessoas que não têm conhecimento sobre a transmissão das parasitoses intestinais, principalmente entre indivíduos com baixo nível de escolaridade, porém não se pode descartar a possibilidade de que haja ocorrência em segmentos
estudantis mais escolarizados. Segundo Neves (2000) e Rey (2001), as transmissões das parasitoses intestinais podem ser evitadas, entre outras medidas, com o simples hábito de lavar as mãos após o uso do banheiro. A possibilidade do encontro de parasitos nas maçanetas de portas de banheiros coletivos, em
Instituições de Ensino – onde os indivíduos têm um maior nível de escolarização, e supondo que estes consideram que o outro também é conhecedor e praticante de medidas básicas de higiene – levou à elaboração deste estudo com o objetivo de detectar possível presença de parasitos intestinais nas maçanetas de portas de banheiro de duas Instituições de Ensino Superior em Salvador/Bahia.
Além disso, pretendeu-se verificar se há diferenças de hábitos entre estudantes e funcionários de higienização destas instituições de ensino público e privado, quanto a medidas higiênicas no uso de banheiros.
