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Item type: Item , A tributação ambiental na ordem jurídica da Guiné-Bissau(UCSal - Universidade Católica do Salvador, 2026-03-20) Pina, Justo José de; Braz, Laura Cecília Fagundes dos Santos (Orient.); Gordilho, Heron José de Santana (Membro da Banca); Silva, Ronaldo Alves Marinho da (Membro da Banca)A presente dissertação busca encontrar e explicar, de forma clara, os instrumentos jurídico-tributários de proteção ambiental usados no Brasil e que se revelam mais adequados às questões ambientais da Guiné-Bissau. A pesquisa adotou o método lógico-sistemático, dedutivo e comparativo, em que foram abordados os principais problemas ambientais de que padece o nosso planeta em geral, o continente africano e a Guiné-Bissau, em particular. Ao partir desta preocupação global e nacional com o estado da perda da qualidade dos recursos naturais e ambientais, analisaram-se os principais meios públicos, isto é, ao lado dos tributários, os jurídico-econômicos e os jurídico-financeiros acionados no Brasil para conter a perda da qualidade dos recursos naturais e bens ambientais e, finalmente, buscou-se revelar como o legislativo guineense os apresenta no ordenamento jurídico ambiental e tributário da Guiné-Bissau. Adotou-se, do ponto de vista técnico, a pesquisa bibliográfica, baseada na revisão da doutrina especializada no Brasil e, excepcionalmente, em outros países, bem como a pesquisa documental. Para tanto, foram utilizados documentos jurídicos internacionais relativos ao meio ambiente global, recepcionados pela ordem jurídica da Guiné-Bissau, além das legislações brasileira e guineense relacionadas ao tema. Do ponto de vista da abordagem do problema, adotou-se a pesquisa descritiva. A investigação resultou no entendimento de que no Brasil existem vários instrumentos jurídico-tributários de proteção ambiental e que alguns deles se encontram previstos no ordenamento jurídico da Guiné-Bissau em forma de postulados a serem concretizados pelo poder tributário guineense.Item type: Item , O local da prisão de mulheres trans e travestis: entre alteridade e a reserva de jurisdição(UCSal - Universidade Católica do Salvador, 2026-05-06) Santos, Bruno Barros dos; Oliveira, Ilzver de Matos (Orient.); Carvalho, Alexandre Douglas Zaidan de (Membro da Banca); Pereira, Luiz Ismael (Membro da Banca)As mulheres trans e travestis enfrentam cotidianamente uma realidade de negação de direitos e de violências (física, psicológica, sexual, etc.), possuindo uma expectativa de vida que não ultrapassa os 35 anos. Entre 2017 e 2024, foram brutalmente assassinadas 1.141 mulheres trans e travestis no Brasil. A Secretaria Nacional de Políticas Penais identificou, em 2023, 1.599 pessoas autodeclaradas mulheres trans e travestis em situação de cárcere, muitas delas negras, empobrecidas e direcionadas para unidades masculinas exclusivamente com base no sexo biológico. A partir desse cenário, emerge o problema de pesquisa desta dissertação: como definir o local da prisão de mulheres trans e travestis de modo a conciliar a reserva de jurisdição com o imperativo ético de respeito à alteridade? Para responder a essa questão, adotou-se uma revisão de literatura narrativa, de caráter explicativo, mediante pesquisa bibliográfica e documental interdisciplinar junto a obras do direito, da sociologia, da filosofia, dos estudos decoloniais e de gênero, além de relatórios estatísticos, textos normativos nacionais e internacionais e julgados de Tribunais. O marco teórico foi interdisciplinar e envolveu a Teoria da Performatividade de Gênero de Judith Butler, as reflexões sobre biopoder, controle dos corpos e a linguagem jurídica hierarquizante de Michel Foucault; a colonialidade do poder de Aníbal Quijano e a colonialidade de gênero de María Lugones; a necropolítica de Achille Mbembe; as contribuições de Eugenio Raúl Zaffaroni, Claus Roxin e Luigi Ferrajoli sobre as finalidades da pena e a seletividade estrutural do sistema punitivo; a ética da alteridade de Emmanuel Lévinas; e, os ensinamentos sobre interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw e Carla Akotirene. Foram analisados os julgamentos do STF na ADPF no 132/ADI no 4277, na ADPF no 347 e na ADPF no 527, bem como a Resolução no 348/2020 do CNJ, alterada pela Resolução no 366/2021. A pesquisa conclui que o direcionamento de mulheres trans e travestis para presídios masculinos, contrariamente à sua vontade, salvo robusta fundamentação, pode constituir-se numa decisão necropolítica que nega a alteridade, a subjetividade e a identidade dessas pessoas, expondo-as a sérios riscos de violações de direitos. Aponta-se como horizonte uma interpretação conforme à Constituição da Resolução no 348/2020 do CNJ que reconheça a manifestação de vontade da mulher trans ou travesti como critério central da decisão, garantindo-se o direito à informação qualificada sobre as condições reais das unidades prisionais da região, devendo o magistrado considerar as circunstâncias concretas do caso, como maior ou menor risco de violências, facilidade no acesso aos tratamentos hormonais e retificação do registro civil, proximidade familiar, entre outros. Demonstra-se, assim, que a reserva de jurisdição e o respeito à alteridade não são conflitantes e revelam dimensões complementares para uma atuação judicial constitucionalmente comprometida com a dignidade humana e os direitos fundamentais.Item type: Item , Migração de famílias venezuelanas para a Cidade de Salvador, Bahia: intersecção existencial entre as humanidades e geografias(UCSal - Universidade Católica do Salvador, 2026-03-31) Couto, Francisco Castro D’ Almeida; Petrini, Giancarlo (Orient.); Fornasier, Rafael Cerqueira (Membro da Banca); Carvalho, Ana Barreiros de (Membro da Banca)Esta pesquisa qualitativa teve como objetivo compreender como a territorialidade participa da construção do sentido existencial de migrantes venezuelanos e de suas dinâmicas familiares na Região Metropolitana de Salvador (BA). O estudo parte da premissa de que a migração não se restringe a um deslocamento geográfico, mas envolve processos de reorganização de vínculos, identidades e projetos de vida. A investigação foi desenvolvida a partir de uma abordagem interdisciplinar que articula contribuições da psicologia, da sociologia, da filosofia e da geografia humana. Metodologicamente, a pesquisa foi estruturada em duas etapas. A primeira consistiu em revisão teórica narrativa sobre migração, territorialidade, identidade e sentido existencial. A segunda correspondeu à investigação empírica, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco migrantes venezuelanos residentes na Região Metropolitana de Salvador. O material empírico foi analisado com base na Análise de Conteúdo proposta por Bardin, permitindo identificar subcategorias temáticas relacionadas à experiência migratória. Os resultados indicam que a migração é vivida como processo prolongado de travessia, no qual a territorialidade se articula às dinâmicas familiares, às práticas cotidianas de sobrevivência e aos processos de reconstrução identitária. A família emerge como eixo de continuidade biográfica, enquanto o território é experimentado simultaneamente como espaço de oportunidade, limitação e construção de pertencimento. Conclui-se que a territorialidade desempenha papel relevante na elaboração do sentido existencial dos migrantes, influenciando tanto suas condições materiais de inserção social quanto os processos subjetivos de reconstrução de projetos de vida.Item type: Item , Relatos das experiências de apego na infância e as implicações na construção e manutenção da conjugalidade(UCSal - Universidade Católica do Salvador, 2026-03-27) Souza, Renata Farias de; Fornasier, Rafael Cerqueira (Orient.); Neves, Sinara Dantas (Coorient.); Rabinovich, Elaine Pedreira (Membro da Banca); Manfredini, Andreza Maria Neves (Membro da Banca)As relações de apego desenvolvidas na infância estabelecem modelos operativos internos que se refletem no comportamento de indivíduo durante toda a vida adulta. Nos relacionamentos futuros o indivíduo utilizará as estratégias apreendidas através do vínculo com as suas figuras de apego e assim, será possível identificá-las ao longo das experiências de seu ciclo vital. Esta pesquisa se dedica, a partir da Teoria do apego de John Bowlby, a compreender como os estilos de apego adquiridos na infância impactam sobre o comportamento dos membros do casal na construção e manutenção da conjugalidade. Para tanto, o pensamento sistêmico contribuirá através de uma análise transversal da teoria do Ciclo Vital Familiar para compreender as transformações normativas que ocorrem com o casal em cada etapa do ciclo. a relação entre o vínculo que foi desenvolvido por cada membro do casal na infância, através das relações parentais e o comportamento desses indivíduos na relação conjugal. O método escolhido para nortear essa pesquisa foi o qualitativo, descritivo correlacional, além da observação interacional de casos múltiplos. A pesquisa versou sobre os resultados obtidos através de entrevistas com três casais, escolhidos por conveniência, identificando características de comportamento a partir dos estilos de apego adquiridos na infância de cada membro do casal. Para o alcance dos resultados esperados, a pesquisa se divide no referencial teórico, onde se apresenta a Teoria do Apego, conceitos de Vínculo, Ciclo Vital Familiar, apego adulto e Conjugalidade. Em seguida, o método e procedimentos de pesquisa, descrição dos dados obtidos e por fim, análise desses dados e dos resultados obtidos a partir do referencial teórico apresentado.Item type: Item , Limites do poder de polícia estatal: uma análise crítica dos mecanismos de ação da força policial à luz da necessária garantia dos direitos humanos(UCSal - Universidade Católica do Salvador, 2025-12-15) Santos, Ana Luísa Ramos dos; Oliveira, Ilzver de Matos (Orient.); Gonçalves, Elbamair Conceição Matos Diniz (Membro da Banca); Ferreira, Oilda Rejane Silva (Membro da Banca)O presente trabalho analisa o exercício do poder de polícia no Brasil e sua relação com as violações de direitos humanos. O objetivo geral é analisar criticamente como a atuação das forças policiais, embora legítima, resulta em práticas estruturais de violência que violam a Constituição Federal e os tratados internacionais. Utilizando uma metodologia qualitativa, teórica e hipotético-dedutiva, com base em fontes primárias e secundárias, a pesquisa demonstra que a formação histórica das polícias no país esteve ligada ao controle social de "classes perigosas", uma herança do período escravocrata e do regime militar. Essa lógica persiste sob a forma de racismo institucional e seletividade penal, evidenciada por dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que apontam que 82% dos mortos em intervenções policiais (MDIP) são negros. O estudo aborda como essa seletividade se manifesta territorialmente, tratando favelas como "zonas de exceção", e na assimetria midiática no tratamento de casos criminais. Por fim, analisa o papel do Poder Judiciário como arena de contenção, destacando precedentes como a ADPF 635 ("ADPF das Favelas") e o HC 208.240/SP, que reconheceu a ilegalidade do perfilamento racial (racial profiling) nas abordagens. Conclui-se que a violência policial não é um desvio isolado, mas um fenômeno estrutural, e que o desafio central reside em transpor os avanços jurisprudenciais da teoria para a prática, a fim de submeter o poder de polícia aos fundamentos da dignidade humana.
