Corpos e corpus da poética ornamental Tupinambá de Olivença
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Universidade Católica do Salvador
A discussão sobre identidade entre os índios do Nordeste que passam pelo processo de reelaboração cultural de suas práticas tradicionais torna-se cada vez mais crescente. Essas culturas hibridizadas por uma vertente civilizatória impositiva de certas matrizes estéticas acabou tornando-os seres múltiplos, dotados também da ótica de recepção imagética ocidental. Assim, as transfigurações culturais destes grupos étnicos estão intrinsecamente relacionados à noção de indianidade que transita entre os estereótipos de caráter ex-ótico da cultura visual e iconográfica até a gênese do processo de transformação da identidade dos povos indígenas “ressurgidos”, que abordaremos aqui a partir das experiências com os Tupinambá de Olivença (Ilhéus-Ba), através da análise do corpus gráfico que estes utilizam como sinal diacrítico da condição indígena. A leitura acerca da ornamentação gráfica, da arte e sua memória tecnológica, certamente contribuem para a
compreensão do modus de vida e do sistema de crenças destas sociedades que buscam no reconhecimento de sua cultura a conquista dos seus direitos inalienáveis.
