Violência à luz da abordagem de cidades saudáveis
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Universidade Católica do Salvador
No Brasil, um dos grandes problemas nacionais é a violência. As estatísticas sobre violência
e juventude apontam para uma situação preocupante. Independentemente do nível de desenvolvimento
econômico ou da cultura dos países, este é um fenômeno que ocorre em escala global. Contudo, tornouse
comum reduzir as dimensões do problema da violência urbana à desigualdade social, às raízes
históricas, ao tráfico de drogas, à desestruturação da família ou à mídia. O fato é que nenhum elemento
isoladamente pode ser eleito como responsável pelo atual quadro da violência, podendo se incorrer no
risco de buscar explicações (e soluções) simplistas. Pesquisas recentes indicam que fatores biológicos e
outros fatores individuais explicam algumas das predisposições à agressão, porém é possível perceber
que esses fatores interajam com fatores familiares, comunitários, culturais e, ainda, outros fatores
externos para, dessa forma, criar uma situação propícia à violência. Dentre muitas das causa
fundamentais da violência estão as políticas públicas atreladas a uma visão centrada apenas no
crescimento econômico, sem tratar adequadamente a temática da desigualdade social. Esta situação se
agrava, ainda mais, se observamos também as questões voltadas para as desigualdades regionais. Com
base nos indicadores demográficos e socioeconômicos, estudos recentes demonstram que a desigualdade
regional é uma característica significante do processo de desenvolvimento estadual, constituído por
várias tipologias. Este artigo visa apontar uma das possibilidades de intervenção, utilizando-se de
estratégias políticas, observando a ambiência das “cidades saudáveis”, no sentido de auxiliar no estudo,
avaliação e diminuição das possíveis causas da violência, por conseguinte, marginalização.
