Impacto das demências sobre a função motora do idoso

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Universidade Católica do Salvador
Na América Latina, entre 1980 e 2025, o número de idosos deverá passar de 23,3 para 96,2 milhões1, e no Brasil, essa população que era de, aproximadamente, 2 milhões em 1950, deverá corresponder a 23,6% da população total.2 Com o processo de transição epidemiológica, tem-se a substituição de doenças infecto-contagiosas pelas doenças crônico-degenerativas e causas externas como principais causas de morte, 3-8. São exemplo de doenças crônico-degenerativas hipertensão, diabetes, demência entre outras. A demência é uma síndrome de disfunção adquirida e persistente das funções intelectuais e compromete, pelo menos, três das seguintes atividades mentais: capacidade viso-espacial, cognição (abstração e cálculo), linguagem, memória, julgamento e solução de problemas, além da personalidade. A prevalência de demência aumenta com a idade8, 9-11, e praticamente dobra a cada período de cinco anos2, 8, 9, 11. No Brasil, oscila de 1,6% (entre idosos de 65 a 69 anos) e 38,9% (idosos de 84 anos e mais), segundo estudo populacional brasileiro feito com idosos residentes na comunidade9. O déficit cognitivo presente na síndrome demencial, aliado à idade elevada, sexo feminino, baixo nível educacional, comorbidades é um dos maiores determinantes de incapacidade funcional entre idosos. Esta é definida pela presença de dificuldade ou impossibilidade na realização de atividades de vida diária (AVD) e atividades instrumentais de vida diária (AIVD)12. Com o presente estudo, pretende-se identificar o impacto do déficit cognitivo, causado pelas demências, na função motora do idoso, por meio da mensuração das diversas tarefas do PPT (Physical Performance Test).

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