As modalidades de inserção do professor nas salas de aula da educação básica do estado da Bahia e sua relação com a autonomia docente

Este artigo aborda os eixos temáticos formação docente, autonomia do professor e o processo de ressignificação da condição do trabalho docente, com foco na educação básica na rede estadual da Bahia. A proposta é discutir de que maneira(s) a autonomia do professor pode ser afetada pela ressignificação do mundo do trabalho. Para tal, recorremos a autores que tratam da autonomia do professor e da teoria da proletarização do professor; apresentamos as modalidades de inserção do professor nas salas de aula da educação básica do Estado da Bahia, com enfoque nos não efetivos, e suas respectivas condições de trabalho no que diz respeito a vínculo com a Secretaria de Educação, carga horária de trabalho e gratificações, relacionando-as com o processo de precarização, terceirização e flexibilização do trabalho; e abordamos as relações que podem ser inferidas a partir da tríade: autonomia do professor, processo de ressignificação da condição do trabalho docente e as modalidades de inserção do professor nas salas de aula da educação básica do Estado da Bahia. Adotamos a metodologia da pesquisa bibliográfica por realizar um levantamento de autores e publicações que abordam as temáticas. Ficou evidente que o Estado precisa reestruturar as condições de trabalhos daqueles que ingressam por meio das modalidades de ingresso não efetivas (ou até mesmo eliminá-las), haja vista que estas, há muito, têm deixado de cumprir seu caráter emergencial e em razão de essas modalidades e suas respectivas condições de trabalho mostrarem-se como um desrespeito à autonomia do professor

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