Direito à cidade: uma aporia do estado em realizar a cidadania por uma nova cidade (im)possível

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Universidade Católica do Salvador
Este artigo trata do direito à cidade como forma de atingir a cidadania. A pesquisa possui uma perspectiva multidisciplinar, que envolve aspectos educacionais pautados na alteridade, na antropologia, urbanismo e direitos humanos. O estudo tem por objetivo analisar a (im)possibilidade da (re)construção de uma nova cidade pautada no reconhecimento do bem comum e na dignidade da pessoa humana. Tem-se por finalidade também demonstrar a importância do sentimento de pertencimento, através de movimentos sociais de insurgência na busca da implementação das políticas públicas. Visa também apontar a importância da responsabilidade recíproca do Estado, sociedade civil e indivíduos imersos na ilusão de uma sociedade do espetáculo fetichista, produto do sistema de reprodução social do capital, que a tudo transforma em mercadoria. Para tanto, a metodologia foi pautada na revisão de literatura nacional e estrangeira, e seus respectivos casos concretos sociais e históricos. O estudo trouxe como resultado analítico conclusivo que para transformar uma cidade de muros em uma cidade de pontes é necessário o desenvolvimento de uma visão de tolerância em uma sociedade diversa e plural. Restará demonstrado que a cidadania se molda como direito autoconstruído nas periferias diante da ausência do Estado. E em paralelo ao emaranhado labiríntico dessa trama, o fio condutor da esperança transparece ser o reconhecimento de que tudo não passa de um processo histórico, portanto mutável, e que o despertar de uma nova concepção de mundo através de uma aventura emancipatória, torna uma nova cidade possível

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