Outdoor baiano: uma leitura diacrônica
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Universidade Católica do Salvador
Este artigo visa fazer uma leitura do discurso do outdoor baiano através de diferentes décadas, buscando estabelecer as mudanças ocorridas e traçar o perfil dessa mídia na atualidade. No Brasil, considera-se outdoor o cartaz de 9 metros de comprimento por 3 de altura, com 32 folhas de papel afixadas, daí delimitarmos o nosso trabalho a cartazes com essas características. A partir da análise do discurso de peças das décadas de 70, 80 e 90, incluindo o início do século XXI, serão estabelecidas algumas características discursivas que diferenciam a sua mensagem, mostrando a transição por que passou o discurso dessa mídia dos anos 70 para os 90, quando se instalou uma nova forma de dizer na publicidade. Essa evolução na produção das mensagens segue a questão crucial na prática discursiva, que é a quem se vai falar e como fazê-lo. Para tal, deve-se considerar a capacidade de interpretação do destinatário, mobilizando condições de produção como, por exemplo, o saber cultural. A forma direta de comunicar, que dominou até a década de 60, e muito presente na de 70, vai ser substituída por estratégias discursivas que buscam uma identidade com o interlocutor, provável consumidor, levando-o a se sentir inserido no contexto do anúncio. Estes e outros aspectos, que delineiam o perfil do discurso do atual outdoor baiano, serão salientados no corpo do trabalho.
