Da existência compartilhada: Marx (ser-social) e Heidegger (ser-com)
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Universidade Católica do Salvador
Desde o princípio de nossa formação cognitiva aprendemos a definição aristotélica do homem como um animal racional. Segundo Marx, o homem é no sentido mais literal um zoon politikon, não só animal social, mas animal que só pode isolar-se em sociedade. Não diferente, para Heidegger, o mundo do homem, da pre-sença (Dasein) é sempre compartilhado pelos outros na forma de convivência
cotidiana, a qual é fundamentada na facticidade da vida pública que se exprime nos modos impessoais de sermos. Assim, o ser natural da existência do homem é ter uma existência compartilhada. Isto porque a interdependência social da sua experiência cotidiana é primordial e constitutiva. Logo, o mundo da presença,
do homem, é um mundo-com, ou seja, a pre-sença é sempre co-pre-sença. É, pois, que o mundo é sempre o mundo partilhado com os outros e viver é sempre convivência. Tudo isto acontece porque o homem a priori é um ser social. E como ser social, como sujeito da história, ele é produto do meio, das relações sociais históricas concretas em que trabalha e vive.
