Memória da água potável na cidade do Salvador: o manancial de informações no acervo do arquivo histórico municipal

Alicerçada na importância da água como elemento de sobrevivência da humanidade e de outras formas de vida no planeta Terra, respaldada na estratégia de disseminação da informação como forma de gerar conhecimento e motivada pela iniciativa da UNESCO – ao consagrar 2003 como o Ano Internacional da Água Doce – constituiu-se uma equipe interinstitucional e interdisciplinar para o desenvolvimento de uma pesquisa aplicada, visando ao levantamento de fontes sobre o tema no Arquivo Histórico Municipal de Salvador. O objeto de estudo, a memória da água potável na cidade do Salvador, está registrado no Arquivo Histórico Municipal, nos manuscritos, impressos e fotografias dos séculos XIX a XXI; são contemplados os aspectos sociais, econômicos, culturais, políticos e ambientais, permeados pelo enfoque histórico que caracteriza o acervo em estudo. Considera-se a relevância do objeto de estudo a partir de dois eixos: a) o levantamento e a análise dos documentos permitem a construção de um conhecimento sistemático e estruturado com rigor científico, como pode ser comprovado pela metodologia utilizada, o que contribui para o estado da arte das questões da água no Município de Salvador; b) o desenvolvimento da pesquisa permite uma futura ação educativa da população, que se beneficiará com a disseminação de informações valiosas para mudanças de comportamento de referência à preservação e uso da água. A 12 de dezembro de 2002, a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou 2003 como o “Ano Internacional da Água Doce”. Coube à UNESCO, em conjunto com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, a responsabilidade pela coordenação das atividades. Conforme Annan10 (2003), o Ano Internacional da Água Doce proporciona à comunidade mundial a oportunidade de desenvolver atividades de sensibilização – que conduzam a boas práticas e à mobilização de recursos para atender às necessidades humanas básicas, além de despertar as pessoas para a necessidade de encontrar os meios de gerir a água de um modo sustentável.

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