A teoria do labirinto da diferença de Felippe Serpa: indícios para se pensar as pesquisas em educação
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Universidade Católica do Salvador
O texto apresenta uma das problemáticas abordadas pelo professor Felippe Serpa: a lógica da produção científica em educação: labirinto da diferença ou autopista da identidade. Ressalta que, visando à construção de outros caminhos para as sociedades humanas, sem classes e sem hegemonias universais, e uma vigorosa consciência de atitudes em prol da vida, é importante observar se o conhecimento científico está fundamentado na nova base material e histórica dada pela centralidade do chip ou ainda trilha na concepção da máquina a vapor. Afirma que a ciência, pensada sob a égide da pluralidade conceitual e técnica, pode promover múltiplos discursos e significativos modos de conhecer e produzir sentidos. A perspectiva trabalhada, portanto, sinaliza que, nas pesquisas em educação, há uma possibilidade de mudança de conduta, referente à concepção epistemológica e à utilização exacerbada dos modelos instituídos, pautada nos princípios de linearidade, certeza, dogmatismo, não-flexibilidade e não-pluralidade. Salienta a necessidade de promover a vida e romper com a lógica da ciência institucionalizada, cuja meta central é a autopista da identidade. A partir dessa síntese compreensiva, destaca-se que, do ponto de vista da ciência pedagógica hodierna, o trabalho de Serpa tem uma riqueza particular: ativa um tempo-espacial não-determinista, não-linear, que, graças às potências latentes, aponta para múltiplas bifurcações, favorece o imprevisto, o acaso, o surgimento do novo e produz estados multiformes e multicores da arte. Portanto, suas percepções são como chaves significativas para a compreensão da pluralidade dos contextos e das possibilidades de pesquisas no processo educativo de humanos para humanos
