Prevalência da dor músculo-esquelética em professores de musculação
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Universidade Catôlica do Salvador
Na atualidade, o aparecimento de dores músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho do
professor de musculação na maioria das vezes é atribuído à repetição de movimentos diários com
sobrecarga muscular, sendo o profissional de educação física, que atua nesta área, o principal
representante atingido pelos altos níveis de fadiga muscular seguidos de dores por esforços repetitivos
relacionados ao trabalho. Este estudo tem o objetivo de identificar a presença de dores músculoesqueléticas
nos professores de musculação e os fatores que influenciam no seu aparecimento. Foi
realizada uma pesquisa de campo através da aplicação de um questionário em 12 professores atuantes
na área de musculação em uma determinada academia da cidade de Salvador-BA. Para se obter os
resultados realizou-se uma análise descritiva das respostas dos professores, seguida de uma correlação
com as dores músculo-esquéleticas. A pesquisa observou o sintoma de dor em 66,7% dos professores,
sendo 50% nos joelhos e 25% na região lombar, caracterizando assim as áreas anatômicas mais
afetadas. A média da carga horária diária e semanal de horas trabalhadas oferecia os valores
respectivamente de 4,75(±86) e 41,0(±20,12) horas. Foram constatadas correlações positivas entre as
dores, o índice de massa corporal (IMC), as horas de trabalho semanal e o preparo físico antes e após as
aulas. A presente investigação verificou alta prevalência de dores nos professores de musculação.
