Sobre o dispositivo histórico de sexualidade e a educação escolar

Este artigo trata da sexualidade na educação escolar como um dispositivo histórico de poder. Busca-se fazer um breve comentário e diálogo entre as perspectivas de sexualidade reprimida e como instrumento de poder de diferenciadas manobras e técnicas positivas, dentre as quais a proliferação discursiva. Para tanto nos valemos das noções de “sublimação do instinto sexual” de Sigmund Freud e de “dispositivo de sexualidade” de Michel Foucault. As condições pós-modernas da eficácia e o processo civilizatório fazem parte da análise. Da mesma forma, inclui-se no presente texto a discussão sobre sexo como ciência do ocidente e sobre sexualidade deliberada e construída por meio de discursos. A produção da vida se imbrica ao tratamento da sexualidade na contemporaneidade e a escola entra nesse processo como espaço de disseminação de discursos sobre a sexualidade saudável dentro de uma perspectiva preventiva.

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