Grupo de apoio à práxis pedagógica: uma proposta

Esta proposta traz como tema central a reestruturação do Grupo de Apoio à Práxis Pedagógica - GAPP. Antes, porém, se faz necessário uma referência à sua origem. O GAPP está vinculado à estruturação do Programa de Educação e Cidadania – PEC, e ressaltamos a referência do Projeto de Complementação Educacional dos Servidores - PCE, dentre as demais intervenções na área de Educação de Jovens e Adultos, que acontecem na Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários. O PEC se organiza com uma estrutura que se materializa pela ação do Projeto de Alfabetização de Adultos, Projeto de Ensino Fundamental Nível I, Projeto Construindo Conhecimentos em Cursos Livres e o Grupo de Apoio à Práxis Pedagógica. Na perspectiva de traduzir a compreensão do GAPP, nos debruçamos sobre a sua memória, a fim de resgatar, passo a passo, as definições, idéias, inquietações, divergências e consensos. A metodologia de ação deste grupo muito nos dirá, com certeza, sobre o curso e percurso da sua construção. A composição de uma história que vai surgindo, construída por sujeitos ativos do Projeto de Complementação Educacional dos Servidores da UCSal – PCE, vai-se delineando, considerando que os registros do processo de nossas aprendizagens vão nos possibilitando criar a memória do nosso processo como “lugar-celeiro”, onde se armazenam as “lembranças-memória” desse Projeto. A perspectiva é a de se intensificar o repensar da prática pedagógica na medida em que a apropriação dos objetos do conhecimento não se esgota no binômio ensino e aprendizagem, em que o ensino conduzido pelo professor leva ao processo de aprender.Com esta percepção, a experiência no interior da UCSal vem-se desdobrando e considera que uma prática alicerçada no processo de construção atravessa limites e possibilidades. É preciso nos imbuirmos da responsabilidade de respeitar as diferenças, trabalhando na perspectiva de uma prática mediadora da construção epistemológica.O desejo de acertar, movido por constantes inquietações, incertezas e preocupações, nos leva a reconhecer que é preciso não ter medo de aprender como se faz de outro jeito aquilo que sempre se fez. O GAPP – inicialmente pensado para que os alunos-estagiários das licenciaturas desenvolvessem um trabalho de apoio à práxis pedagógica em sala de aula nos diferentes níveis de Escolaridade – sinaliza para a necessidade de reformulação da proposta. Lembra-nos o mestre Paulo Freire que, “a primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir” (FREIRE, 1979). Esse viés nos leva a compreender que a realidade é dinâmica, que o processo de construção de uma prática social não se pode reduzir à teoria ou à prática, de forma simplista. É preciso refletir e reconhecer os limites do nosso entendimento, que nos leva à confirmação do conhecimento como inacabado, construindo-se e reconstruindo-se a todo o momento.

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