Potencial dos cladóceros latonopsis australis sars e macrothrix elegans sars como organismos biomonitores
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Universidade Católica do Salvador
Acidificação é um importante fator que afeta o funcionamento dos ecossistemas aquáticos, atuando diretamente como agente tóxico e/ou aumentando a biodisponibilidade de outros tocixantes. A Lagoa de Dunas que, há cerca de 20 anos, foi contaminada pela deposição de rejeitos industriais à base de enxofre, ferro e titânio, sofreu drástica redução do pH (1,9 na época) devido à formação de ácido sulfúrico, o que levou à eliminação de toda a comunidade da lagoa. Duas espécies de cladóceros, Latonopsis australis e Macrothrix elegans, foram usadas, objetivando monitorar este ecossistema, avaliando e comparando o potencial de ambas como biomonitores. Desde agosto/2003, coletas mensais de amostras de água da Lagoa de Dunas e da Lagoa de Jauá (sítio de referência) foram realizadas. Em laboratório foram montados bioensaios com amostras das duas lagoas, tendo como controle a água do rio Capivari, na qual os organismos são cultivados. Apenas neonatos, com até 24h de vida, foram submetidos às amostras-testes, e a intervalos de tempo, ao longo de 48h, verificaram-se os organismos vivos e mortos, para posterior cálculo do LT50 (tempo de letalidade a 50% dos organismos). Para cada teste, foram usadas três réplicas das amostras com 4 a 5 organismos em cada réplica. O resultado do 48h-LT50 da Lagoa de Jauá foi >48h para as duas espécies. O LT50 médio da Lagoa de Dunas para M. elegans foi 0,97 [0,83-1,11]h e para L. australis foi 1,75 [1,30-2,21]h, demonstrando uma maior sensibilidade de M. elegans, podendo ser usado em programas de biomonitoramento futuros.
