Aspectos éticos que envolvem o poder na enfermagem

O desejo de poder é conseqüência do modelo capitalista de exercer poder. O poder é conceituado como ter influência sobre os acontecimentos, ser capaz, ter disposição para agir, fazer, ser, ter potencialidades, produzir efeitos. É fundamental ter consciência de que o exercício do poder passa pelo repensar a Ética, uma vez que o limite de cada um é o outro. Se não se incorpora o respeito pelo outro e pelas atitudes do outro, passa-se a agir com agressão, ocorrendo o que se chama de explosão. Em conseqüência, invadem-se os limites do outro. Enquanto o desejo pelo poder puder permanecer sob a tutela da Ética, serão menores os riscos de abusos. O poder pode obscurecer a visão das coisas, distorcê-las e, não obstante, é o poder, a capacidade de dominar e influenciar outras pessoas que proporciona a base para a direção das organizações e para a consecução de resultados e de objetivos pessoais. Pode-se questionar se esta perspectiva está presente na profissão de Enfermagem, especialmente num contexto de cuidados de saúde cada vez mais envolvidos pelos avanços técnicocientíficos. Esta pesquisa está sendo desenvolvida com o motivo de ampliar os nossos conhecimentos sobre os aspectos éticos que envolvem o poder que o enfermeiro utiliza no cuidado ao paciente, além de ser pré-requisito de aprovação na Disciplina Exercício de Enfermagem e Deontologia.

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