Relação entre a disbiose e esclerose múltipla: um scoping review
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Universidade Católica do Salvador
A disbiose intestinal é caracterizada pela prevalência de bactérias patogênicas
no trato gastrointestinal humano, devido ao frágil equilíbrio da microbiota intestinal, doenças
autoimunes podem ser a causa do quadro. A Esclerose Múltipla é uma doença autoimune
que afeta o sistema nervoso central, gerando diversos sintomas, incluindo a diminuição da
motilidade intestinal, que é uma das possíveis causas da disbiose. Objetivo: Analisar e
comparar os achados da literatura que relacionam a microbiota intestinal humana com a
Esclerose Múltipla, e os resultados das intervenções com probióticos. Métodos: Esta é uma
revisão da literatura do tipo scoping review, a busca foi realizada nas bases de dados
PubMed, SciELO, BVS e LILACS. Utilizou-se os DECS disbiose, esclerose múltipla,
microbioma gastrointestinal, microbiota intestinal. Foram incluídos no estudo artigos de
estudos originais em humanos, com idade acima de 18 anos, portadores de EM, e que
apresentassem a composição da microbiota do indivíduo ou estudasse os efeitos da
intervenção com probióticos. Resultados: Foram incluídos 09 estudos, entre os períodos de
2010 e 2019. Onde 85,5% dos estudos que realizaram estratificação da microbiota
encontraram menores níveis de Prevotella, e maiores níveis de Streptococcus e Blautia, na
microbiota do grupo com EM. A intervenção com probióticos diminuiu os níveis de Blautia e
Akkermansia, além de reduzir a expressão gênica do mRNA da interleucina-8, uma citocina
pró inflamatória. Conclusão: Os estudos encontrados comprovam que há biomarcadores
característicos da microbiota intestinal dos indivíduos com EM. A intervenção com probióticos
se mostrou eficaz na regulação da disbiose nesses indivíduos.
