Modernidade e educação em Sergipe no início do século XX: a implantação dos grupos escolares

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Universidade Católica do Salvador
Busca-se analisar o processo de difusão, estabelecimento e funcionamento dos Grupos Escolares no Estado de Sergipe, no início do século XX. Ao estudar o processo de nascimento dos Grupos em Sergipe, busca-se oportunidade de investigar a difusão do modelo pelo Estado e perceber em que medida o interior acompanhou esse novo modelo de cultura escolar e em que aspecto se diferenciava do da capital. Neste intuito, será feita pesquisa bibliográfica e documental. A análise será feita a partir da perspectiva da História Cultural. Durante a Primeira República, Sergipe assistiu à implantação de quatorze Grupos Escolares, dos quais seis na capital: “Modelo”, “General Siqueira”, “Barão de Maroim”, “General Valladão”, “Manoel Luiz”, “José Augusto Ferraz”, (Aracaju); “Coelho e Campos”, (Capela); “Gumersindo Bessa”, (Estância); “Olímpio Campos”, (Neópolis); “Vigário Barroso”, (São Cristóvão); “Sílvio Romero”, (Lagarto); “Fausto Cardoso”, (Simão Dias); “Severiano Cardoso”, (Boquim); “Coronel João Fernandes”, (Propriá). Os objetivos com que foram criados os Grupos Escolares foram atendidos em parte. Se considerarmos o número elevado das matrículas, podemos dizer que houve uma difusão do ensino. Da mesma forma que, ao levarmos em conta a maior fiscalização exercida por parte da Diretoria da Instrução através de relatórios, livros e programas de ensino, podemos dizer que houve tentativas sérias de unificação do ensino. Apesar de haver diferenças no tratamento dado pelo Estado aos Grupos do interior, eles conseguiram elevar o padrão de ensino existente até então nos municípios onde foram implantados, conjuntamente com a difusão de uma nova cultura escolar do ensino primário.

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