Nos rastros e no canto da conquém: tecendo os fios da pesquisa

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Universidade Católica do Salvador
Este artigo constitui um fragmento do trabalho de conclusão de curso de graduação, intitulado “A Escola no Terreiro. O Terreiro na Escola: identidades, histórias e diálogos com a cultura afrobrasileira no Opô Afonjá”. Propõe uma reflexão acerca do Projeto Irê Ayó construído e vivido na Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos – situada no número 557, da Rua Direta de São Gonçalo, no interior do Ilê Axé Opô Afonjá – segundo o propósito de ressignificar as relações entre a escola e o terreiro partindo do diálogo mútuo e mediado pela sabedoria dos mais velhos deste, tomando-lhes de empréstimo os mitos como subsídios desse processo de ressignificação, da intervenção no presente e do redimensionamento das práticas educativas e da vida das pessoas nela envolvidas. Amparando-se em autores que sugerem um método investigativo baseado nos dados marginais, nos rastros e nos passos (CERTEAU, 1994; BENJAMIN, 1995; GINZBURG, 1993), apela-se ao diálogo com o Mito da Transformação da Conquém como uma pista, um “fio condutor” (BLOCH, 1993) para articular as vozes e as interpretações (PORTELLI, 1996) por professores e estudantes entrevistados e compreender os modos de apropriação dos mitos (CHARTIER, 2001) e do Opô Afonjá por estes sujeitos.

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