Segregação sócio-espacial
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Universidade Católica do Salvador
Como pode um homem viver sem um teto (abrigo)? Como pode alguém se sentir sujeito sem um endereço? Com estas questões queremos iniciar uma reflexão sobre a construção de ambientes de vida marginalizada e suas conseqüências na vida dos sujeitos que se obrigam a viver nessas áreas. Apresentamos razões que levam o cidadão a promover ocupações de áreas para construir o seu abrigo e
dialeticamente questionamos o direito que se nega a estes moradores da cidade de pertencerem e reivindicarem bens e serviços habitacionais necessários à uma vida digna. O crescimento dos domicílios em favelas apresenta-se, em grande parte, como conseqüência da migração da população rural para o espaço urbano em busca de trabalho, nem sempre bem remunerado, aliada à histórica dificuldade do
poder público em criar políticas habitacionais adequadas. Viver em espaços de marginalidade, como se constituem as favelas, não é desejo de nenhum cidadão, principalmente quando isto implica ou leva a ser chamado de marginal. Termo que assumiu um aspecto negativo associado ao crime, pois os criminosos são considerados à margem da sociedade no sentido moral. As imagens apresentadas ilustram a situação de miséria e o quadro dramático que clama por providências. O texto não apresenta conclusões e sim deixa algumas questões para subsidiar reflexões sobre possíveis ações.
