A criação da nova ouvidoria de Porto Seguro e seu projeto de civilização dos índios
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Universidade Católica do Salvador
A Capitania de Porto Seguro, em 1763, sofreu uma reforma político-administrativa, resultando na criação de uma ouvidoria, cuja motivação inicial partiu da necessidade de instalar uma política de defesa, pois os rios da região nasciam nas serras das Minas Gerais e estavam sendo utilizados para o escoamento de ouro contrabandeado. A estratégia preferencial estabelecida pela Coroa Portuguesa foi a de utilizar os índios que habitavam a Capitania, transformando-os em vassalos do Rei, através de um rigoroso processo de civilização, que pretendia sedentarizá-los nos pontos estratégicos – a partir da fundação das vilas indígenas – e prepará-los para novas relações de trabalho. Os registros deixados pelos Ouvidores e as disposições régias elaboradas pelo Marquês de Pombal evidenciam o espírito iluminista da secularização e da razão, que permearam a gestão da Nova Ouvidoria. Neste trabalho, problematizam-se os métodos civilizatórios, destacando a resistência indígena ao projeto colonial.
