Modelagem matemática: como os deficientes auditivos a percebem

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Universidade Católica do Salvador
Neste ensaio apresentamos uma versão parcial do trabalho monográfico em andamento. Propomos investigar como os deficientes auditivos percebem a modelagem matemática. O estudo dos saberes lógico-matemáticos dos alunos portadores de deficiência auditiva requer uma abordagem lingüística e sociológica. A terminologia estudo é por que lidamos com um outro tipo de linguagem, cheio de símbolos, signos e significados próprios - a LIBRAS (Língua Brasileira dos Sinais). O interesse social está na possibilidade deles alcançarem níveis mais elevados de ensino e na sua interação social. Na atividade investigativa contamos com a participação de três alunos deficientes auditivos (Das) do ensino fundamental, um do ensino médio e com a experiência da professora pesquisadora por possuir na família uma portadora de deficiência auditiva. Utilizando uma abordagem metodológica qualitativa, através da filmagem e observação do desempenho individual e coletivo, análise dos fatos, dispondo dos recursos lingüísticos, e suas mútuas relações como a leitura orofacial, visual e gestual, torna-se possível perceber a aquisição do conhecimento matemático pelos DAs. Os resultados evidenciam o surgimento de novos fatos para os alunos ao construírem relações entre conceitos matemáticos e situações reais; ao descobrir significado para a palavra forma, mostraram a capacidade de pensar lógico e corretamente sobre um assunto estranho para eles. Com base neste ensaio e nas discussões teóricas durante todo o Curso de Especialização, conclui-se que a pesquisadora fez da investigação matemática um instrumento intermediário entre ela e os DAs.

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