Vozes perdidas no tempo: reconfigurações de narrativas em a última quimera, romance de Ana Miranda

O trabalho pretende abordar a questão do narrador pós-moderno, bem como a utilização do conceito de metaficção historiográfica no romance de Ana Miranda, A Última Quimera, baseada na vida e obra de Augusto dos Anjos. A narrativa apóia-se na conjuntura política e social da primeira década do século XX, a época da República Velha. A autora vai delineando costumes e práticas políticas do Brasil do início do século, proporcionando ao leitor uma visão do panorama histórico e econômico. A história, na ficção de Ana Miranda, é o espaço possível que permite reflexões, sobretudo porque o objetivo do texto não é documentar o passado, mas alterá-lo, inserindo o leitor nesse ambiente reconstituído, facultando-lhe análises capazes de fazê-lo mover-se nas inúmeras possibilidades de leitura da história.

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