Estágio supervisionado em educação infantil: um espaço de mediação entre a escola básica e formação docente

A exigência de formação para o magistério é algo recente na história da educação infantil brasileira. A Constituição de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Orgânica da Assistência Social e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 podem ser considerados marcos nesse processo, visto que estes dispositivos vieram a trazer um novo status para a criança, agora vista como cidadã e sujeito de direitos. Essa concepção de infância inspira a construção de práticas pedagógicas que compreendam as crianças em uma dimensão contextualizada, espaços diferenciados e planejados e a atuação de profissionais qualificados. O curso de Pedagogia, mediante uma proposta de articulação entre os saberes teóricos e o fazer educativo, busca mediar uma leitura reflexiva do cotidiano da escola básica e estimular ações em sala de aula comprometidas com um referencial pedagógico. Nessa perspectiva dialética, o estágio supervisionado possibilita que sejam ampliadas a autonomia, reflexão, iniciativa e criatividade do estudante no processo de profissionalização docente. Tomando como referência esse conjunto de questões, este trabalho tem a intenção de expressar vivências e reflexões realizadas no contexto de formação profissional, mais especificamente ao cursar a disciplina Estágio Supervisionado em Educação Infantil, do curso de Licenciatura em Pedagogia. No tocante à relevância da investigação, pode-se dizer que esta se afirmou como um elo entre as várias vozes – universidade e escola – que buscam lutar contra a precariedade da educação infantil, tendo em vista o acesso das crianças a uma educação de qualidade.

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