Soropositividade para o HIV e gestação: representações sociais de enfermeiras e de mulheres soropositivas

Este estudo teve como objetivos apreender as Representações Sociais de enfermeiras e de mulheres soropositivas para o HIV sobre a gestação na soropositividade e identificar as implicações das representações das enfermeiras na atenção prestada a estas mulheres. Tomou como referencial teórico a Teoria das Representações Sociais. Os dados foram coletados a partir da entrevista individual semiestruturada e submetidos à análise temática. Sua população constituiu-se de 13 mulheres soropositivas e 12 enfermeiras(os) que atuavam no pré-natal ou na infectologia. Teve como cenários os ambulatórios de um Hospital Universitário, de um Centro Estadual de Referência para Aids e de pré-natal das unidades básicas do distrito Barra-Rio Vermelho. A partir das categorias construídas, pôde-se apreender que as mulheres representam a soropositividade como um processo de viver/morrer/reviver repleto de sentimentos e que uma gravidez durante esse processo gera medo e pode ser caracterizada como responsável ou irresponsável. Entre os discursos das mulheres e das enfermeiras observaram-se similitudes relacionadas à preocupação excessiva com a criança e ao preconceito relacionado à gestação em soropositivas. Destaca-se o fato de que o desenvolvimento das ações de enfermagem para estas mulheres dependeu do que primeiro foi descoberto, a gravidez ou a soropositividade, mostrando a necessidade de se (re)construir uma assistência livre de pré-julgamentos e baseada no respeito à decisão das mulheres.

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