Os direitos do pai solteiro na gravidez

Este trabalho apresenta um estudo de caso que elucida o envolvimento de um pai solteiro durante a gravidez e tem como objetivo investigar os direitos do pai nesse contexto. Utilizando a metodologia qualitativa, exibe resultados de uma análise de uma entrevista longitudinal realizada com um homem que vive pela primeira vez a experiência de ser pai. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Maternidade Climério de Oliveira. Após a aprovação do estudo em tal comitê, foi realizada a coleta de dados. O participante assinou o termo de consentimento livre e esclarecido e houve entrevista gravada durante o terceiro trimestre de gestação. Ao pai, foi pedido que relatasse sobre a representação que ele tinha de paternidade, o que ele vivenciou ao tornar-se pai, quais os seus deveres e quais os seus direitos enquanto pai, dentre outras questões. Para compreensão do caso estudado foram investigadas características pessoais como idade, religião, estado civil, renda familiar na intenção de descrever quem é esse pai. As investigações perpassaram pela história da família de origem do pai entrevistado para entender quais as referências, os valores e os significados que ele tem de paternidade. O pai entrevistado participou da gestação, mesmo não tendo vinculação conjugal com a mãe do bebê. Os resultados indicam importantes mudanças na vida do homem quando se torna pai, refletem sobre as relações de gêneros e sugerem diversas adaptações por parte do mesmo, que passa a assumir novos papéis na família. Discutem-se algumas questões sobre deveres e direitos do pai, o envolvimento do pai solteiro com seu filho e a construção das relações de gêneros.

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