A verdade como perspectiva da linguagem

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Universidade Católica do Salvador
O texto tem por objetivo tentar fazer uma genealogia da Verdade, a partir do pensamento de Friedrich Nietzsche. Mostrar-se-á a constituição da consciência através da idéia de Vontade de Potência, e como a consciência, deparando-se com a realidade, institui os signos de comunicação. Estes são utilizados como adequadores entre consciência e realidade. Assim, verificar-se-á fé de que maneira a consciência se apresenta como o lugar da produção do sentido de Verdade, constituindo os signos de comunicação como princípio identitário. Tal princípio faz-se elemento indispensável para a efetividade da idéia de Verdade. Adequando os signos à realidade, eles se tornam critério matemático na constituição da certeza sobre a realidade. Assim, a verdade sobre as coisas passa a ser uma fixação lógica e interpretativa de uma dada perspectiva gregária, pois os signos são convencionalmente constituídos. Conclui-se, então, que a Verdade é a fixação pragmática da linguagem simbólica, utilizada pelo instinto de rebanho em vista da conservação da espécie.

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