Nietzsche: a genealogia, o corpo e a história
Arquivos
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Católica do Salvador
Nesta comunicação nos debruçaremos sobre alguns aspectos presentes na obra A
Genealogia da Moral, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, principalmente na relação estabelecida
entre genealogia, corpo e história evidenciando como o filósofo constrói o seu método genealógico
pautado em uma concepção específica da história e do corpo no interior de sua genealogia. Um corpo
histórico que, para se tornar inteligível, precisa ser depurado, “liberto” dos juízos valorativos,
provenientes de uma moral de “escravos”, e, concomitantemente, precisa ser encarnado, em um corpus
histórico, que por sua vez, também ultrapassa os limites estreitos do historicismo. (Em relação ao corpo
“encarnado” é curioso observar que toda a terceira dissertação – o que significam ideais ascéticos? – é
dedicada a desfazer os preconceitos e os juízos valorativos que criaram um mundo ideal. Segundo o
autor, um dos maiores culpados por isso foi a instituição cristã, por instaurar um ideal de renúncia a este
mundo. Porém, Nietzsche adverte que Platão foi uma fonte de inspiração, e serviu como uma espécie de
“cristianismo para o povo”). Assim, comunicação pretende realçar aspectos concernentes ao método
genealógico, desenvolvido pelo filósofo alemão e sua relação com a noção de corpo e história,
mostrando que o filósofo se mantém afastado tanto de um historicismo pueris, quanto de uma metafísica
alienante, desenvolvendo uma concepção agonística do corpo, que ultrapassa tanto os psicologismos,
quanto os fisiologismos inatistas.
