Gravidez na adolescência: o papel da escola no seu enfrentamento

O objetivo deste artigo é abordar o tema gravidez na adolescência, assunto preocupante em nossa sociedade, que, apesar das campanhas através dos meios de comunicação e dos debates entre profissionais da área, ainda é expressivo o índice de gravidez na adolescência no Brasil. A adolescência é uma etapa da vida em que o indivíduo passa por diversas mudanças (mental, física, hormonais, etc), além dos conflitos que perpassam esse período. A própria sociedade contribui na geração destes conflitos, pois, ao exigir deles uma postura adulta, considera-os incapazes de tomar certas atitudes e decisões. Assim, a educação sexual dada ao sujeito desde o seu nascimento pode ser uma educação que venha satisfazer suas inquietações, orientando-o nos aspectos que norteiam a sexualidade, como também uma educação repressiva, que impõe valores morais, que intimida o sujeito, coibindo-o de demonstrar suas dúvidas e/ou curiosidades, desejos e ansiedades. Nesse sentido, tanto a falta de informação quanto a falta de espaços de formação, reflexão e construção sobre as informações e valores podem gerar vários problemas, dentre eles a gravidez na adolescência. Buscando aprofundar um pouco sobre este problema, o artigo encontra-se estruturado da seguinte forma: primeiramente, busca-se compreender o período da adolescência: as mudanças corporais e comportamentais, as relações pais e filhos, a formação de grupos e outros aspectos que caracterizam a adolescência; posteriormente, procura-se entender as dimensões da gravidez na adolescência: suas causas e conseqüências. Finalmente, propõe-se uma educação sexual necessária que vise informar, formar e orientar o aluno nos aspectos relacionados à sua sexualidade.

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