Da dengue a COVID-19: doenças infecciosas e impactos na saúde dos catadores de materiais recicláveis

A saúde dos indivíduos é resultado do empenho da sociedade para organizar as interações entre três esferas distintas: as atividades humanas, o ambiente físico e o ambiente biológico. Já o adoecimento de uma população é sinal do desequilíbrio entre homem e natureza, produzido por transformações produtivas, econômicas, territoriais, demográficas e culturais. Entende-se que, a manipulação constante dos materiais recicláveis pelos trabalhadores em cooperativas, colocam os catadores em exposição perigosa, incluindo o risco para doenças como a Dengue, Chikungunya, Zika e COVID 19. No sentido de evidenciar a vulnerabilidade a que catadores de materiais recicláveis cooperativados estão expostos no seu ambiente de trabalho, este estudo tem como objetivo identificar as doenças infecciosas relacionadas aos problemas ambientais e propor material de divulgação das medidas mitigadoras que atenuam as dificuldades impostas a estes profissionais. Trata-se de um estudo descritivo através de revisão narrativa de literatura com apreciação dos elementos das publicações através da técnica de análise de conteúdo. Percebe-se que todas as etapas durante o processo de trabalho de catadores de resíduos sólidos em cooperativas, expõem os trabalhadores aos vetores que transmitem doença infecciosa, incluindo o Aedes Aegypti. Logo que identificada a rápida propagação da COVID 19, pesquisadores na área da saúde elegeram grupos específicos classificados como de risco, incluindo os idosos e pessoas com doenças crônicas. Aliada as medidas ambientais adequadas, é necessário estimular a criação de protocolos de segurança viáveis e programas de prevenção e promoção à saúde dos catadores, principalmente aos profissionais classificados como grupo de risco como os idosos.

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