Avaliação do grau de conhecimento de gestantes de Salvador sobre a transmissão vertical do HIV

Vários fatores de risco para a transmissão vertical do HIV têm sido reconhecidos, tais como carga viral materna, presença de DSTs e outras coinfecções, uso de drogas injetáveis, prática sexual desprotegida, ruptura de membranas e via de parto, prematuridade, baixo peso ao nascer, corioamnionites e amamentação. O uso de terapia anti-retroviral e parto cesáreo com membranas íntegras contribui para a redução da transmissão. Para alcançar maior adesão ao tratamento, é preciso que a usuária do serviço de pré-natal tenha ativa participação nos procedimentos de rastreamento da infecção pelo vírus. Buscou-se neste estudo descrever o conhecimento das puérperas de Salvador acerca da transmissão vertical do HIV. Realizou-se um estudo de secção transversal de uma amostra de 1.016 puérperas entrevistadas nas oito maternidades públicas de Salvador, de outubro de 2005 a agosto de 2006. Quase 90% das pacientes estavam bem informadas sobre a possibilidade de ocorrer a transmissão vertical durante a gravidez, 65,3% durante o parto e 70,3% no aleitamento. Cerca de 80% acreditavam que é possível prevenir a transmissão e 90,6% concordaram que a precocidade do diagnóstico contribui para a prevenção. Além disso, 64,5% sabiam que o uso de medicamentos poderia prevenir a infecção fetal, mas, somente 28,3% acreditavam, que a cesárea está recomendada e 56,6% responderam que o aleitamento deve ser suspenso. O nível de informação das gestantes sobre a transmissibilidade / evitabilidade da transmissão vertical do HIV foi considerado razoável.

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