Estudo da laguncularia racemosa proveniente de zonas estuarinas do recôncavo Baiano impactadas por atividades petrolíferas.
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Universidade Católica do Salvador
As atividades petrolíferas, desde o seu processo de extração, passando pelo transporte,
refino, até seu consumo, geram emissão de compostos inorgânicos e orgânicos e produção de gases que
poluem a atmosfera. Estes compostos alteram a ciclagem de nutrientes, a fotossíntese e a produção em
ambientes estaurinos, afetando assim a fertilidade de manguezais, induzindo alterações significativas nas
características biogeoquímicas, com conseqüente desequilíbrio nesta biota. Por ser um ecossistema mais
vulnerável que os demais, este trabalho procurou verificar como as atividades petrolíferas podem estar
influenciando o desenvolvimento normal das plantas provenientes das zonas de manguezais da Baía de
Todos os Santos - Recôncavo Baiano. Coletou-se aproximadamente 60 folhas de sol adultas da espécie
de mangue Laguncularia racemosa (L.) Gaertn (Combretaceae), em nove estações de amostragem:
município de São Francisco do Conde (Ilha de Cajaíba, Ilha de Fontes e Ilha de Pati), município de
Madre de Deus (Coqueiro Grande, Fábrica de Asfalto, Caipe e Suape), uma estação na cidade de
Saubara (Cabuçu), áreas consideradas como impactadas por atividade antrópicas; município de
Jeribatuba - Ilha de Vera Cruz - BA, considerada como referência, por não apresentar os mesmos efeitos
impactantes das demais. Analisou-se de forma preliminar a morfologia, biometria e anatomia,
parâmetros estes usados como bioindicadores de impactos ambientais. Os resultados obtidos das
descrições gerais constataram que houve modificações significativas das espécies em relação à área de
referência (P< 0,05), indicando a influência das atividades petrolíferas desenvolvidas in locu, na
estrutura da flora local.
