A utilização de enteógeno na religião brasileira união do vegetal: uma perspectiva de redução de danos.
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Católica do Salvador
No presente artigo, analisaremos, à luz de algumas das teorias que partem do modelo biopsiquicossocial e de práticas derivadas dessas teorias, a utilização de enteógenos em uma das religiões brasileiras surgidas em meados do séc. XX, a União do Vegetal. O uso ritualizado dessa substância psicoativa, denominada de hoasca, partiu das sociedades indígenas da Amazônia, difundindose entre seringueiros na floresta, sessões de cura feitas nos Andes e entre cultos urbanos no Brasil e no mundo (dentre os quais se encontra a religião citada). Argumentamos que a ritualização e o estabelecimento de normas sociais para o consumo de substâncias psicoativas atuam, muitas vezes, como redutoras de danos, proporcionando um “uso controlado”, em que as regras, valores e padrões de comportamentos viabilizados, nesse grupo cultural específico, proporcionam baixos custos “biopsiquicosocioeconômico” para o indivíduo e seu meio.
