Adubos das flores de março – a dinâmica de grupo e a perspectiva de gênero
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Universidade Catolica de Salvador
Este trabalho buscou analisar, à luz da dinâmica de grupo, os obstáculos e avanços inerentes ao desenvolvimento de grupos comunitários rurais trabalhados sob um enfoque de gênero, núcleo do tema proposto. Para fundamentar a pesquisa, utilizou-se como referencial o trabalho realizado entre janeiro de 1999 a novembro de 2000 com dois grupos de mulheres residentes na zona rural de dois municípios do Sudoeste Baiano, a saber: o grupo “Frutos da Terra” – Município de Tremedal – e o
grupo “Maria Passa na Frente” – Município de Caraíbas. A partir da valorização dessas mulheres enquanto cidadãs e da mudança de perspectiva em face de valores pré-concebidos – com o conseqüente fortalecimento das componentes dos grupos enquanto sujeitos históricos – emergiu sua forma de contribuição, por meio de atividades grupais, para o desenvolvimento das comunidades Tratou-se de uma oportunidade de verificar como o estudo da natureza, com o desenvolvimento da dinâmica interna e externa dos grupos, objetos de estudo, pode influenciar a
formação do senso de cidadania, o crescimento das relações interpessoais, o alcance dos objetivos individuais – tanto nas comunidades trabalhadas, como nas vizinhas aos municípios mencionados – e na vida dos profissionais envolvidos – como não poderia deixar de ser. Nesse contexto, elegeram-se os seguintes objetivos: a) verificar a eficácia do enfoque de gênero na organização das mulheres estudadas; b) observar os fenômenos grupais inerentes ao processo;
c) identificar que contribuição a dinâmica de grupo e o enfoque de gênero propiciaram para o exercício da cidadania; d) sondar como o trabalho realizado pôde contribuir para elevação da renda das famílias envolvidas; e) verificar o modo pelo qual a auto-estima das pessoas envolvidas foi incrementada.
