Violência e pobreza nas cidades brasileiras
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Universidade Católica do Salvador
Os maiores índices de criminalidade nas cidades brasileiras se concentram nas periferias e subúrbios, onde se amontoam os maiores contingentes de pobres, negros e desempregados. São também nestes espaços, considerados como “espaços de exceção”, que as pessoas são mais vulnerabilizadas socialmente pela precarização urbana, exclusão social. Embora, as maiores disposições de atos e ações violentas estejam circunscritas nestes espaços urbanos, ainda assim é ilegítima uma associação isolada entre pobreza e violência. Neste cenário precarizado pela ausência do poder estatal vidas são fragilizadas, e o “lugar pobre” ou “lugar da pobreza” guarda assim as variáveis necessárias para o
investimento à transgressão, sendo considerados espaços por excelência da ilegalidade e da clandestinidade, lugares de maior acometimento à violência e ao crime que invadem a cidade moderna. Em um esquema de complexa análise, a população destes “lugares de pobreza” são investidas em uma perversa lógica de adversidades monitorizada pelo capital, que separa, que exclui e que envolve estes
moradores em um paradoxo pólo: de potenciais praticantes ou de vítimas do crime. Assim, o presente estudo se pautará em uma reflexão circunstanciada na equação pobreza, violência e crime.
