Drogas e violência: limites da associação

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Universidade Católica do Salvador
Este artigo pretende discutir alguns aspectos vinculados à problemática das drogas através de uma atitude compreensiva. A discussão não se dá em torno dos efeitos das “drogas” sobre a saúde, pois esse tema conta com literatura própria. A intenção é explorar o discurso sobre drogas hoje e os equívocos entre os temas violência e drogas – que acaba por tornar pouco compreensível o lugar das drogas como um construto social destes tempos. Faz-se primeiro um recorrido histórico sobre o uso de substâncias psicoativas, enfatizando sua recorrência pela religião e pela ciência, e como em muitos momentos essas foram consideradas de uso legítimo. Em seguida discute-se possíveis apelos do tema hoje e qualificações sociais. Advoga-se a importância da recorrência às representações sociais de distintos atores. No artigo também se focaliza a associação entre uso de substâncias psicoativas e violências, refletindo o entrelace entre fantasmas, medos e projeções que dizem respeito à insegurança e diversos tipos de vulnerabilidades sociais. Não se pretende aqui respostas acabadas, mas a reflexão sobre possíveis caminhos. Sustenta-se que não atentar para a complexidade do tema, a diversidade de situações e sentidos que diferentes sujeitos emprestam à sua experiência, é uma forma de evitar análises que mais a fundo nos interroguem a todos, as relações vividas em diferentes instituições, e qual o estado da sociedade em que estamos.

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