O retorno a ecologia dos afetos: o que pode a arte na cidade
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Universidade Católica do Salvador
A cidade contemporânea é marcada por avanços do capitalismo. Esse sistema traz
consequências que estão para além das relações pessoais, atingindo o equilíbrio ecológico,
onde toda a vida na urbe foi fragmentada. Dessa forma, a urbe possui várias identidades, mas
sem se identificar com nenhuma, em virtude da falta de conexão com a natureza, na qual todo
ecossistema é afetado. Nesse sentido, as percepções dos afetos e da própria ecologia
também é remodelado na cidade que sofre os desdobramentos do capitalismo selvagem.
Assim, nessa linha de atravessamento, podemos dizer que a arte ocupa papel importante por
seu caráter transformador e transgressor, possuindo também um espaço potente para
expressar os sentimentos advindos do sujeito inserido nesse contexto, a arte aqui pode ser
vista enquanto um caminho de retorno à natureza. Nesse sentido o presente artigo analisa
como a arte na cidade em especial as performances podem auxiliar no retorno à natureza. A
pesquisa é feita sob análise da manifestação artística da performance, e analisada a partir da
perspectiva de George Didi Huberman. Nelson Brissac Peixoto. Nesse cenário, a arte, a
cidade e as emoções encadeiam ou desencadeiam intuições, sentimentos e sensações,
funcionando como um grande ecossistema de percepção e afetos.
