Os batistas de Feira de Santana: rompendo o silêncio da cor

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Universidade Católica do Salvador
A presente comunicação tem por objetivo analisar a inclusão do negro, bem como a construção de sua identidade afro-brasileira entre os batistas de Feira de Santana, centrando na década de 90, indo os limites da pesquisa até o ano de 2005. A questão do negro no Brasil não é isolada, e considerando a estreita relação da Denominação Batista Norte-americana à Convenção Batista Brasileira cabe analisar a relevância deste fato na Igreja local. Pretende-se analisar o discurso teológico e político produzido pela instituição, a qual constrói um universo simbólico, significativo e determinante da prática social do grupo. Em meio a uma cidade onde há um grande número de afro-brasileiros, abrem-se discussões sobre a História do Negro, enquanto experiência coletiva de inclusão e cultura, espaço de resistência e valores. A exclusão social do negro já se tornou uma marca maldita, impingida por uma sociedade que se intitula cristã e que não consegue aplicar seu discurso teológico de respeito e igualdade dos seres humanos perante o Criador. Assim, percebe-se como a História dos Negros é manchada pela inaceitabilidade e a violência que sofreram, obrigando-se, como forma de sobrevivência, a negar valores e atitudes culturais de sua religiosidade ancestral, que tece outras formas de identidade.

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