Políticas de educação e o trabalho docente no contexto da pandemia por COVID-19 no Brasil
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Universidade Católica do Salvador
O presente artigo aborda os eixos temáticos sistema capitalista, processo de ressignificação do trabalho, políticas de educação e trabalho docente. A proposta é discutir de que maneira(s) o processo de precarização e flexibilização do trabalho pode ser afetado pela ressignificação do mundo do trabalho. Para tal, recorremos a obras de autores como Ricardo Antunes, Graça Druck e Contreras, que têm por embasamento as teorias de base marxista. Por fim, expomos como se dão as relações que podem ser inferidas do imbricamento entre as polícias de educação emitidas pelos governos federal e estadual no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil e seus efeitos na (re)configuração do trabalho docente, diante da necessidade de suspensão/proibição de aulas presenciais nas unidades de educação básica do País. Adotamos a perspectiva descritiva, visto termos por finalidade uma melhor compreensão de uma realidade, considerando suas características e sua relação com a sociedade. Para a coleta de dados, optamos pela pesquisa bibliográfica, em razão disso, recorremos a obras de diferentes autores que abordam as temáticas selecionadas. A partir das discussões, ficou evidenciado que os professores, especialmente aqueles que atuam na rede privada de ensino, têm sofrido com a flexibilização das relações de trabalho, estando sujeitos ao processo de proletarização e de desvalorização profissional, à medida que, assim como outras categorias de trabalhadores, têm ficado sujeitos a situações de exploração da sua força de trabalho para atender aos interesses do sistema capitalista que se apropriou do campo educacional.
