As mulheres agroestrativistas do babaçu – a pobreza a serviço da preservação do meio ambiente.
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Universidade Católica do Salvador
O presente trabalho busca mostrar a importância de uma categoria de pequeno produtor familiar (as
mulheres agroextrativistas do Maranhão ou quebradeiras de coco babaçu), que no setor agrícola local
assume uma particularidade única. Não só pelo número, que representa 10% da força de trabalho da
agricultura, mas, sobretudo, pelo papel que desempenha na preservação do meio ambiente, a favor da
reforma agrária e no combate à exclusão social, da qual é vítima. Mostra-se ainda que o trágico quadro
de pobreza em que estão inseridas essas mulheres se relaciona à devastação do seu principal meio de
subsistência, o coco babaçu, e da política governamental implementada ao longo de décadas. No início
dos anos 90, com a constituição de uma ONG (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco
Babaçu – MIQCB), elas têm lutado para dar um outro rumo à atuação do Estado e do agronegócio no
que se refere ao meio ambiente. Este segmento social assume assim um papel que constitucionalmente
caberia ao Estado executar, mas do qual se omite.
