Freqüência das complicações do suporte ventilatório domiciliar
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Universidade Católica do Salvador
Apenas 5% dos pacientes que utilizam suporte ventilatório nas UTIs permanecem
dependentes da prótese após 4 semanas (DAVID, 2001). E esta tem sido definida como a necessidade de suporte ventilatório por pelo menos 6 horas diárias durante 30 ou mais dias (AMBROSINO & VIANELLO, 2000). Os avanços na medicina têm tornado possível o cuidado de pacientes que requerem suporte ventilatório em ambiente domiciliar. A vantagem deste tipo de assistência sobre o hospital inclui a redução de possíveis complicações infecciosas, o aumento da mobilidade, o incremento da qualidade de vida e a redução de custos (DAVID, AMERICAN
ASSOCIATION FOR RESPIRATORY CARE, SRINIVASAN et al., 2001, 1995, 1998). Os objetivos da assistência ventilatória domiciliar, de acordo com o American College of Chest Physician, compreendem o seguinte: (1) prolongar a vida; (2) melhorar a qualidade de vida; (3) proporcionar um ambiente que melhore o potencial individual; (4) aumentar mobilidade; (5) melhorar a função física e psicológica (SRINIVASAN, 1998). Estudos têm mostrado que há um aumento do número de pacientes recebendo assistência ventilatória em casa (SIMONDS, CAMPBELL & PIERCE, MAKE et al., 2001, 1998, 1998). A ventilação por pressão positiva intermitente nas vias aéreas (IPPV) é a maneira mais utilizada no emprego do suporte ventilatório domiciliar e pode ser instituída de forma invasiva ou
não (DAVID, SCALAN & WILKINS, 2001, 2000). A utilização do suporte ventilatório de forma invasiva é estabelecida através da traqueostomia (AMERICAN ASSOCIATION FOR RESPIRATORY CAR, HEFFER & HESS, MUIR et al., 1995, 2001, 1994) pela vantagem de reduzir o espaço morto anatômico, facilitar a aspiração de secreções e diminuir o trabalho muscular respiratório (DAVID, AZEREDO, KINNEAR & SHNEERSON, MUIR, 2001, 2000, 1985, 1993). No suporte ventilatório de forma não invasiva (VNI), máscaras que podem ser faciais, orais e nasais ou ainda bocais orais, são as mais utilizadas como interfaces entre o paciente e o ventilador (SIMONDS, AMERICAN ASSOCIATION FOR RESPIRATORY CAR, AZEREDO, MUIR, 2001, 1995, 2000, 1993). Embora a assistência ventilatória domiciliar traga diversos benefícios, é possível a ocorrência de complicações que podem interferir na evolução dos pacientes. As infecções respiratórias, estenose traqueal, formação de granuloma e desconexão do ventilador com repercussão têm sido consideradas como as mais freqüentes na utilização da traqueostomia durante o suporte ventilatório domiciliar (DAVID, SIMONDS, HEFFER & HESS, KINNEAR &
SHNEERSON, SANDUR & STOLLER, 2001, 2001, 2001, 1985, 1999). O ressecamento nasal, a ulceração facial e da ponte do nariz, além da distensão gástrica, parecem ser as mais freqüentes complicações do suporte ventilatório não invasivo (DAVID, SCALAN & WILKINS, 2001, 2000). O objetivo deste estudo é identificar as complicações mais prevalentes num grupo de indivíduos assistidos pelo ventilador em ambiente domiciliar, observar qual o tipo de suporte
ventilatório mais utilizado por essa empresa de assistência domiciliar, qual a tipo de suporte resulta em maiores taxas de hospitalização, além de registar o perfil epidemiológico destes pacientes.
