Por um projeto de especialização urbana para Salvador-BA no contexto do pós-fordismo: intervenções entre 1991 e 2004

A transição do fordismo, enquanto modo de acumulação do capital característico do início da fase monopolista do capitalismo, para o atual regime de acumulação flexível ou pós-fordista ainda repercute sobre o modo de vida das pessoas e grupos socais (social e culturalmente), sobre as firmas (economicamente) e sobre os governos (politicamente). Umas das mais marcantes conseqüências deste fenômeno foi a mudança de abordagem no que diz respeito ao planejamento, gestão e organização das cidades, sobretudo aqueles centros urbanos mais desenvolvidos. Estando inserido nesta problemática, o presente artigo objetiva discutir sobre o chamado Padrão de Acumulação Flexível e como esta nova forma de acumulação do capital desencadeou um processo de (re)organização do espaço urbano amplamente conhecido como requalificação urbana. Para tanto, oferece como exemplo o caso de Salvador (1991-2004), capital do estado da Bahia, que a partir do início dos anos 1990 empreendeu, por meio do poder público municipal e estadual, ações de natureza tanto físico-territorial quanto institucional na perspectiva de incrementar e profissionalizar a atividade turística, colocando-a como estratégia de desenvolvimento urbano e econômico.

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