Reconfigurações sociais nas resistências: a criação da alteridade a partir da violência colonial

Neste artigo, partindo do texto literário Death and The King’s Horseman, traço algumas considerações acerca do processo de criação de uma identidade da alteridade que vai se conjecturar a partir do projeto colonial como a matriz dessa criação. Analiso, também, de que forma a violência é agenciada como o panóptico que vai intermediar a criação dessa identidade, ressonando, dessa maneira, em todos os aspectos políticos, sociais e culturais dessas comunidades fruto da violência do processo de colonização. Conceber o projeto colonial como uma das piores tragédias causadas pelo homem na face da terra é o caminho que traço para entender a criação do outro, do Orientalismo (SAID, 1990). Nesse sentido, além de pensar o desenvolvimento dessa identidade manipulada, é necessário pensar a violência a partir da relação entre língua e cultura no contexto colonial e, consequentemente, a ressonância disto na atualidade; e por fim, observar o desdobramento da violência a partir da metáfora da morte, no seu sentido literal, apontando aí o genocídio do povo negro

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