Manifestações culturais e identidade de bairro em áreas de urbanização popular: estudos de caso em Pirajá e Cajazeiras, SSA-BA

Baseados nos estudos da Geografia Humanística, compreende-se que a percepção de um povo é relevante para a compreensão do espaço. Assim, a experiência dos moradores de um bairro pode servir de base para se analisar como cada indivíduo incorpora ao seu modo os elementos presentes em seu local de moradia, conferindo a estes espaços uma identidade intersubjetiva, aceita pelos seus moradores e pelos moradores de outros bairros da cidade ainda que com variações (SOUZA, 1989). Partindo-se dessas premissas, buscou-se entender as relações interpessoais entre os moradores e identificar as manifestações culturais - excluídas, residuais, emergentes e dominantes (COSGROVE, 1998) - existentes no lugar, assim como os referenciais e os limites dos bairros, consolidados na percepção de seus habitantes, suas formas de organização e associativismo. Foram realizadas, nos dois bairros, entrevistas estruturadas, a partir da adaptação da metodologia proposta por Lynch (1990), compostas por 26 questões abertas sobre os referenciais e limites dos bairros, sobre o comércio e os serviços e as manifestações culturais existentes, constando também da solicitação de elaboração de um mapa mental dos bairros pelos entrevistados. A pesquisa foi importante no sentido de analisar a percepção que os moradores têm do seu espaço vivido e, sobretudo, como ocorrem as manifestações culturais em dois bairros populares de Salvador, verificando-se sua importância para a vida social dos moradores dessas áreas.

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