Avaliação do efeito da luz e do uso de antioxidante em explantes de Laguncularia Racemosa (l.) C. R. Gaertn introduzidos In Vitro.
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Universidade Católica do Salvador
Ecossistema costeiro de grande valor biológico, o manguezal constitui-se um rico banco
genético para preservação de áreas degradadas e sua própria recuperação. A Laguncularia racemosa
(L.) C. R. Gaertn vem sofrendo, junto ao ecossistema, influência de agentes estressores que causam
alterações e desequilíbrio local. Cultura de tecidos vegetais, micropropagação, é uma ferramenta
utilizada para preservação de fontes vegetais, por significar a produção e multiplicação de novas
plantas. Na tentativa de se estabelecer um protocolo de introdução in vitro da Laguncularia racemosa,
avaliou-se o efeito da luz e o uso de antioxidante para o controle da oxidação das culturas. Os explantes
escolhidos foram os propágulos, coletados no manguezal do Rio Joanes, nas proximidades do
Condomínio Vilas do Joanes. Inicialmente passaram por um processo de desinfestação superficial para
serem introduzidos em tubos de ensaio contendo meio básico de Murashige & Skoog sem hormônios
(MS0) acrescido de vitaminas, mio-inositol, sacarose e agar. O material foi dividido em 2 lotes (n: 70),
um deles com pré-tratamento em solução de PVP 10, e submetidos a 4 tratamentos: 1A (iluminação
constante), 1B(escuro por 12 dias), 2A (PVP 10 e iluminação constante) e 2B (PVP 10 e escuro por 12
dias). Os resultados demonstraram que a utilização do PVP 10 contribui para a redução da intensidade
de oxidação em 94,5% dos explantes tratados, porém desencadeou contaminação endógena. Associação
da luz com o PVP 10 promove redução significativa da oxidação. Torna-se necessária à continuidade e
ampliação da pesquisa, para melhor entendimento da resposta in vitro da Laguncularia racemosa.
