A mulher e o vírus HTLV-1.
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Universidade Católica do Salvador
Paraparesia Espástica Tropical - PET é uma patologia transmitida por um retrovírus, vírus
linfotrópico de células T humanas. Trata-se de uma doença desmielinizante crônica e progressiva que
afeta a medula espinhal e a substância cinzenta do cérebro. Com sua progressão, há disfunção vesical e
intestinal, bem como alterações de sensibilidade e demência. Este estudo descritivo de abordagem
qualitativa foi realizado com pacientes do sexo feminino oriundas do ambulatório de neurologia do
Hospital Universitário Walter Cantídio, que eram portadoras do vírus HTLV-1 e que manifestavam a
PET. O objetivo da pesquisa foi compreender as percepções e vivências das portadoras de PET sobre a
patologia, na perspectiva de subsidiar ações interventivas de educação em saúde. Utilizamos uma
entrevista semi-estruturada para a coleta de dados que foi realizada pela pesquisadora nas resindências
das participantes. A análise de dados foi realizada a partir do agrupamento das falas das entrevistadas
em categorias de análise que emergiram posteriormente dos discursos. Os resultados revelaram
mulheres com dificuldade de levar adiante seu tratamento, tanto pela falta de condições de se dirigir aos
serviços de saúde, quanto pela descrença na eficácia deste. Verificamos ainda que as mulheres estão
conformadas com sua condição atual de vida, têm esperança de cura e acreditam em dias melhores
apesar das condições adversas. Concluímos ser necessário que se invista num atendimento mais
humanizado e adequado a essas pacientes, bem como na criação de grupos de apoio multidisciplinares
que desenvolvam ações de educação em saúde junto às mulheres portadoras de PET.
