GIKA LOVE: estratégias de comunicação para o Instagram de uma musicista
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Universidade Católica do Salvador
O surgimento do marketing digital remonta à origem e expansão da internet. Com o aprimoramento dos mecanismos de busca na rede e perante o crescente número de acessos dos usuários, inúmeras empresas, atentas às tendências e transformações, ousaram investir para que suas marcas fossem divulgadas nos sites e, por conseguinte, seus produtos ganhassem destaque no mercado. A essa altura, era notável o poder advindo da tecnologia digital, protagonizada pela internet. Não obstante, pode-se afirmar que o processo de migração integral, ou quase completa, dos negócios para o ambiente virtual sofreu uma aceleração sem precedentes, intensificando-se no decorrer dos dois últimos anos, em parte, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Se, até 2019, antes do lockdown global, era possível divulgar serviços e produtos através de panfletos ou abordando pessoas nas ruas, com o isolamento social, tal prática tornou-se inviável. Deste modo, empresas de pequeno ou médio porte e profissionais autônomos (especificamente do segmento artístico/musical, sendo este afetado por imensuráveis prejuízos financeiros, visto que todos os eventos presenciais de entretenimento, como shows, apresentações teatrais e saraus, foram proibidos ou cancelados) sem estratégias ou noções de
comunicação e marketing digitais tiveram de se atualizar para sobreviver, aventurando-se pelas
vastas – porém, não-raro, desconhecidas – possibilidades da era digital. Ora, as perguntas “como conseguir mais consumidores para o meu serviço ou produto?” e “de que forma tornar minha marca mais atraente e singular?”, por exemplo, não deixaram de existir e continuam a ocupar a mente de qualquer empreendedor, embora, na contemporaneidade, elas tenham se modificado para “como ter mais seguidores ou leads?” e “como tornar meu conteúdo atraente para gerar um maior engajamento?”.
Diante do exposto e cientes de que muitos empresários e freelancers não obtiveram êxito
em se adaptar às mudanças, escolhemos uma musicista como caso do nosso projeto.
A cliente, Giovana, canta e toca violão desde os sete anos de idade, é graduanda em
música pela Universidade Católica do Salvador - UCSAL, e, no momento, possui dois perfis
no Instagram, um para uso pessoal e o outro, denominado por ela de “OMGika”, para fins
profissionais. Já realizou alguns shows pagos (particulares) e em espaços públicos, com couvert
artístico, como pizzarias, restaurantes e bares, mantendo um repertório bem eclético e sem
gênero definido. Com a pandemia, passou a produzir vídeos caseiros, postando-os no Instagram
e no Youtube. Giovana, no entanto, declarou que gostaria de alavancar sua carreira musical e pretendia utilizar as plataformas digitais para isso, a despeito de nem sempre saber como usá-las propriadamente.
Assim sendo, este trabalho, mais do que constituir-se como um projeto de gerenciamento
da rede social de uma cliente, ambiciona auxiliar e guiar pequenas e médias empresas, bem
como autônomos, principalmente da área artística e musical, levando em consideração a grande
carência de informações sobre as estratégias de publicidade online pela maioria dos
profissionais e empresários do segmento anteriormente citado.
