Análise morfobiométrica de folhas de rhizophora mangle l. dos manguezais de Ilha de Maré – Bahia
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Universidade Católica do Salvador
Os manguezais se desenvolvem ao longo das costas marítimas tropicais em zonas costeiras sob a
influência de marés, evitando sempre costas com ressacas fortes. No Brasil, os manguezais ocupam uma
área de aproximadamente 25.000 Km2, porém a extensão destes ecossistemas, bem como sua flora, vêm
sendo reduzidas com os sucessivos impactos ambientais oriundos de atividades antropogênicas. A Baía de
Todos os Santos tem sido alvo de estudos pelo fato de sofrer com a interferência de tais atividades ao longo
dos últimos 50 anos. O trabalho objetivou analisar a biometria e a morfologia externa das folhas da
Rhizophora mangle L. de duas áreas consideradas impactadas dos manguezais de Porto dos Cavalos e
Martelo (Ilha de Maré), a fim de avaliar as possíveis respostas aos agentes impactantes. Em cada estação,
foram coletadas 60 folhas adultas, a partir do terceiro nó, do ápice para base do ramo, de três espécimes de
R. mangle, as quais foram comparadas com as folhas de uma estação referencial (Jeribatuba – Ilha de
Itaparica). As análises biométricas revelaram diferença significativa (P< 0,05) apenas para o comprimento
das folhas das áreas consideradas impactadas quando comparadas com as folhas de Jeribatuba. As análises
da morfologia externa revelaram presença de clorose, necrose, recorte, perfurações e manchas escuras nas
folhas, sendo que 61,11% das folhas de Porto dos Cavalos apresentaram mais de uma alteração morfológica
externa, Martelo apenas 40,55% e Jeribatuba 42,22%. Os resultados sugerem que os impactos por
atividades antropogênicas podem estar afetando os espécimes de R. mangle.
