Freqüência de insucesso na extubação em uma UTI pública na cidade de Salvador.
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Universidade Católica do Salvador
Falha na extubação ou restituição do suporte ventilatório dentro de 24 a 72 horas após
remoção do tubo orotraqueal tem ocorrido com uma freqüência de 2% a 25% dos pacientes extubados.
Objetivo: Levantar a freqüência com que ocorrem as falhas na extubação em pacientes internados na
UTI de um hospital público na cidade de Salvador. Método: Realizou-se um estudo de corte transversal,
entre os meses de maio a outubro de 2004, tendo como instrumento de pesquisa uma ficha de coleta de
dados preenchida com informações do prontuário médico. Resultados: Foram analisadas 93 extubações.
Oitenta e nove pacientes preencheram os critérios de inclusão, três realizaram extubação acidental e um
foi a óbito durante as 72 horas correspondentes ao período observacional. A média de idade foi de 49,5
anos e 46 (51,7%) dos pacientes eram do sexo feminino. Observou-se uma freqüência de 20,2% de
insucessos na extubação. Entre tais pacientes houve uma prevalência no tempo de ventilação mecânica
por um período de dois a onze dias (77,8%; p < 0,05) e sete pacientes (38,9%; p < 0,05) requereram
reintubação mesmo após realizar VNI. A principal causa de falha na extubação foi insuficiência
respiratória (22,2%), seguida da associação entre insuficiência respiratória e excesso de secreção nas
vias aéreas (16,7%). A maioria dos pacientes com insucesso na extubação (10; 11,2%) foi posteriormente
traqueostomizada, três (3,4%) foram a óbito após necessitarem de reintubação. Conclusão: Apesar do
alto índice de insucesso na extubação, os resultados obtidos estão de acordo com os dados referidos na
literatura.
